Cuidado no carnaval: 5 doenças bucais mais transmitidas pelo beijo

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O mês de fevereiro, geralmente, reserva uma das épocas mais aguardados do ano, o Carnaval. Além de um belo feriado prolongado, a Folia de Momo é marcada por muitas festas, blocos carnavalescos e, claro, azaração. Mas é aí que se esconde um grande perigo! Neste período do ano, aumentam consideravelmente o surgimento de doenças bucais. 

Por ser o “lar” de uma quantidade enorme de vírus, bactérias e fungos, a boca potencializa, através do beijo e da troca de saliva, a transmissão de algumas doenças e infecções.  

Como é impossível detectar essas doenças bucais antecipadamente – muitas vezes, elas nem se manifestam –, não recomendamos evitar o beijo, apenas tomar cuidado caso note algumas alterações em seu corpo.

Acompanhe o post de hoje e saiba um pouco mais sobre os sintomas e tratamentos das doenças bucais mais comuns transmitidas pelo beijo: 

1. Mononucleose  

Também conhecida como “a doença do beijo”, a mononucleose infecciosa é uma das principais doenças contraídas pela troca de saliva. Da mesma família da herpes, o vírus Epstein-Barr, inicialmente, confunde seu hospedeiro por apresentar sintomas semelhantes a de gripes e resfriados, como dor de garganta, tosse, gânglios inchados, manchas na pele e febre alta. 

Mais comum em adolescentes e adultos jovens – cerca de 20% deles são portadores do vírus incubado – a mononucleose é uma doença benigna, de baixa letalidade e muitas vezes assintomática, pois não apresenta qualquer manifestação. Em pessoas com imunidade baixa, as complicações podem ser mais graves e exigem acompanhamento médico. 

2. Herpes 

Provocada pelo vírus HSV, a herpes simples (do tipo 1 ou oral) é transmitida pela saliva e surge em forma de pequenas lesões ou bolhas doloridas no canto da boca e nas mucosas. Assim como a mononucleose, muitas pessoas são portadoras desse vírus e sequer sabem que podem transmiti-lo para outras. 

Não há uma cura definitiva para exterminar esse vírus do organismo, somente tratamento com antibióticos e antivirais para combater e amenizar seu aparecimento, que pode durar de 7 a 15 dias. 

3. Sapinho 

Conhecida popularmente como sapinho e comum nos bebês, a candidíase oral também é doença de gente grande! A saliva infectada com fungos aliada a uma baixa imunidade pode provocar o surgimento de placas com espinhas esbranquiçadas na parte interna da bochecha e na língua.

Para evitar a contaminação, escove sempre bem os dentes e faça bochechos após a farra para eliminar os fungos. 

4. Caxumba 

O vírus causador da caxumba, o paramyxovirus, se dissemina por meio do contato com secreções da pessoa infectada. E a saliva é uma delas!

Essa doença pode demorar até um mês para se manifestar, causando inchaços nos gânglios do pescoço, abaixo da orelha. Em caso de suspeita, procure seu médico, pois se não tratada corretamente, ela pode se agravar.  

5. Gripes e resfriados 

Os vírus causadores tanto da gripe como dos resfriados também passam de uma pessoa para outra por meio do contato com fluídos corporais, sobretudo pela saliva. Os sintomas mais comuns dessas doenças são dores pelo corpo, febre, fadiga, mal-estar, tosse e coriza. 

A melhor maneira para se manter imune a essas doenças são fazer uma higiene perfeita da boca neste período, alimentar-se corretamente, consumir bastante água, descansar bem e, se necessário, tomar suplementos de vitaminas para elevar a resistência de seu organismo. 

Outra doenças como catapora, hepatite A e meningite, apesar de mais raras, também podem ser transmitidas através do beijo. Por isso, bastante cuidado no próximo Carnaval para que os vírus, fungos e bactérias causadores dessas doenças bucais não acabem com a sua festa!

Já está se preparando para entrar no clima da azaração? Então aproveite para conferir o nosso post sobre como tratar a halitose para não fazer feio na folia!

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