Embora seja um ato inofensivo, o beijo na boca pode transmitir doenças. Por isso, é sempre bom estar atento às pessoas com as quais você se relaciona, pois é possível contrair um vírus que pode causar problemas sérios para sua saúde: o HPV na boca.

O HPV bucal aumenta o risco de desenvolvimento de câncer oral e outras doenças bucais. Portanto, você deve ficar atento aos sintomas e causas da infecção causada por esse vírus — que está presente nos quatro cantos do país!

Para te ajudar, no post de hoje vamos falar sobre o HPV, como identificar os seus sintomas, os riscos que ele oferece à sua saúde e as suas formas de prevenção. Acompanhe!

O que é o HPV?

Os HPVs são um grupo com diversos tipos de vírus — estima-se que sejam 100 —, e cada um ataca uma região distinta do corpo humano. HPV é a abreviação de Vírus do Papiloma Humano, e ele é assim chamado porque alguns tipos do vírus causam verrugas, ou papilomas, que são tumores não cancerosos.

No geral, o HPV pode aparecer na pele e nas mucosas dos seres humanos. Os locais mais comuns da sua incidência são a vulva, a vagina, o colo do útero e o pênis. Contudo, ele também pode viver na cavidade oral. Nesse caso, o vírus pode afetar o céu da boca, os lábios, a língua e até mesmo a garganta.

Quais são os sintomas do HPV na boca?

O período de incubação do papiloma vírus varia de quatro semanas a um ano. No entanto, a maior parte dos sintomas pode não aparecer nesse tempo. Em tais casos, a pessoa sequer reconhece que foi contaminada, só o descobrindo bem mais tarde, quando aparecem lesões indicativas de câncer na boca.

Agora, nas situações em que o vírus pode ser notado com mais facilidade, os principais sinais da doença são:

  • lesões parecidas com verrugas esbranquiçadas;

  • excesso de pequenas aftas, principalmente na ponta e embaixo da língua, céu da boca e gengiva;

  • dor de ouvido;

  • dificuldade para mastigar e engolir os alimentos.

Quais são as causas da HPV na boca?

Também conhecido como “crista-de-galo”, o vírus é responsável por uma das DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) mais presentes hoje em jovens e solteiros. Se uma pessoa está contaminada, ela pode transmitir a doença por meio do beijo na boca ou do contato íntimo oral, caso tenha lesões ou feridas abertas.

A forma mais comum do contágio é pelo sexo oral, pois, se o parceiro já tiver o HPV presente nos órgãos genitais, a chance de contaminação aumenta. Em casos mais raros, a mãe pode passar o vírus para o filho por meio do parto normal.

Essa infecção, que pode afetar as áreas genitais, boca e garganta, também pode ocasionar a doença de Heck, caracterizada por lesões dentro da boca que causam muito incômodo e capaz até de alterar a estética do rosto da pessoa contaminada.

Quais são as opções de tratamento para o HPV na boca?

Existem 24 tipos diferentes de HPV que podem alterar a região da boca, e só um especialista poderá indicar qual é o tratamento indicado para cada um deles. Normalmente, é realizada uma cirurgia para analisar as lesões do paciente.

Ainda assim, apenas retirar as feridas não garante que a doença não surja novamente. Por isso, quem porta o vírus precisa de tratamento com antivirais por um período de tempo. Durante isso, o paciente deve consultar o médico regularmente para verificar se há riscos de a doença voltar.

Além da cirurgia, outras opções de tratamento são: uso de pomadas, soluções especiais, medicamentos e laser. Independentemente da forma de tratamento escolhida, no entanto, o mais importante é iniciá-la assim que a doença for diagnosticada.

Quais são os riscos do HPV?

Quando estão infectadas, as células da mucosa bucal podem se tornar anormais. E é justamente esse fator que possibilita o aparecimento de câncer na orofaringe. Se, mesmo após o tratamento contra o HPV, o organismo não eliminar todo o vírus, a chance de desenvolvimento desse tipo de câncer só aumenta.

Apesar de ser um fator de risco, ainda não está claro se apenas o HPV é suficiente para ocasionar a doença. Alguns estudos confirmam que fumar ou mastigar tabaco também são fortes contribuintes para o câncer de orofaringe.

Qual é a relação entre o câncer de boca e o HPV?

Segundo o diretor de Pesquisa da Divisão de Oncologia Ginecológica da Universidade da Califórnia, Krishnansu Tewari, cerca de 90% das pessoas em todo o mundo já tiveram algum contato com o HPV. Nesse grupo, 95% das pessoas se curaram naturalmente do problema, ao passo que os outros 5% desenvolveram algum tipo de câncer.

Já de acordo com o médico Rodrigo Melo, cirurgião oncológico do Cetus Hospital Dia, em 70% dos casos a doença é diagnosticada em estágio avançado, o que dificulta as chances de cura. Além disso, o que atrapalha o diagnóstico precoce é o preconceito que as pessoas têm em relação à doença, já que ela é transmitida, comumente, pelo sexo.

Como se prevenir da doença?

Mesmo que haja tratamento, a melhor forma de evitar a doença ainda é a prevenção. Como uma das principais formas de contágio se dá pelo beijo, é importante que se tenha consciência da quantidade de pessoas que se beija.

Evitar beijar e ter relações com pessoas desconhecidas é uma forma de prevenção. Mas, mais que isso, nunca dispense o preservativo, principalmente na hora do sexo oral, pois essa é a principal forma de contágio.

Consultar regularmente o seu dentista, para que ele identifique possíveis lesões, também ajuda a manter sua saúde bucal em dia. Além, é claro, de evitar o cigarro e diminuir o consumo de álcool.

Ainda outra forma de prevenção da doença é tomar a vacina contra o vírus, que é distribuída na rede pública de saúde. Essa vacina é indicada para meninas a partir de 09 anos e mulheres até os 26 anos.

Por fim, ao sinal de qualquer lesão, ferida ou anormalidade na boca, não negligencie a sua saúde e procure um médico imediatamente. Como dissemos, quanto mais tempo você demorar para procurar por ajuda, maiores serão as chances de a doença se espalhar e provocar problemas ainda mais nocivos.

Por outro lado, não há razões para ficar desesperado só porque encontrou alguma lesão! Isso não significa, necessariamente, que você tem o HPV na boca. Somente com uma avaliação de um profissional e exames a doença pode ser diagnosticada corretamente. Lembre-se disso!

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