Mau hálito: conheça 4 mitos e verdades sobre o assunto

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Você sabia que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 40% das pessoas no mundo têm mau hálito? Também conhecido como halitose, esse problema é um incômodo até mesmo para as pessoas que convivem com quem sofre com essa condição, já que, raramente, o próprio indivíduo percebe os sintomas.

Ainda que seja um desequilíbrio comum no organismo, é possível evitá-lo. Afinal, a halitose costuma surgir em decorrência de doenças gengivais (gengivite e periodontite), língua saburrosa (língua branca), cáries abertas, feridas cirúrgicas, placas mal adaptadas e dentes semi-inclusos.

Outros fatores que podem causar o problema são alterações hepáticas, diabetes, jejum prolongado, hipoglicemia e disfunções intestinais. Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura!

Descubra as verdades do mau hálito

Muitas informações são ditas sobre o mau hálito, especialmente sobre o surgimento e tratamento do problema. Por esse motivo, é fundamental saber o que é mito e verdade sobre esse desequilíbrio. Vamos começar pelas informações certas?

1. Menstruação pode gerar mau hálito

Quando as mulheres ficam menstruadas, a decomposição do sangue gera componentes de mau cheiro que podem ser absorvidos pela mucosa vaginal. Nesse processo, os compostos entram na corrente sanguínea e, em alguns casos, são eliminados pela cavidade oral.

2. Boca amarga é sinal de mau hálito

Na grande maioria das vezes, a boca amarga indica que o mau hálito está presente. Caso não seja a halitose, certamente esse sintoma indica algum outro problema que merece ser investigado com um profissional.

3. Beber pouca água gera mau hálito

O consumo de água é muito importante para deixar a boca umedecida. Esse hábito ajuda na remoção de restos de comida e, consequentemente, evita que as placas bacterianas na língua sejam formadas. Nesse contexto, recomenda-se o consumo de, em média, dois litros de água durante o dia.

4. Alguns alimentos podem causar a halitose

Existem alimentos que conseguem alterar o hálito, provocando o surgimento do mau cheiro. O alho e a cebola, por exemplo, são os que mais fazem surgir a halitose. Além disso, produtos com muita proteína e gordura (como mortadela, linguiça e salame) também deixam um odor desagradável na região bucal.

Conheça os mitos do mau hálito

Em diferentes casos, a desinformação é pior que a falta de informação. Até porque muitas pessoas acreditam em explicações falsas sobre determinado assunto e espalham inverdades a respeito dele. Isso não é diferente na área da odontologia, em especial em relação ao mau hálito. Por isso, é necessário desvendar os principais mitos sobre esse tema.

1. Mascar goma de chiclete acaba com o mau hálito

Mascar chicletes pode estimular a produção salivar e dar a impressão de que o mau hálito desapareceu. No entanto, o efeito desse produto é passageiro — então, a halitose volta a surgir pouco tempo depois. Além disso, esse resultado positivo só aparece em casos leves de halitose.

2. Enxaguante bucal substitui escova de dente

Recomenda-se fazer a higienização bucal, no mínimo, três vezes durante o dia. Nessas situações, a escova de dentes se mostra necessária e, por isso, não deve ser substituída pelo enxaguante. Aliás, esse produto funciona como um complemento na limpeza. Em geral, é necessário utilizar escova de dentes, fio dental, enxaguante bucal e, se possível, limpador de língua.

3. O mau hálito é contagioso

Não existem estudos científicos que comprovem a transmissão por contágio do mau hálito. Dessa forma, até o momento, não foi descoberto que é possível ter mau hálito por meio do beijo, por exemplo.

4. Mau hálito não tem cura

Tanto em casos simples quanto graves, é incorreto dizer que esse problema não tem cura. Na verdade, estima-se que em, aproximadamente, 100% dos casos, a halitose apresenta possibilidade de cura. Afinal, existem diversos centros especializados que são equipados com tecnologias de ponta voltadas para o diagnóstico da doença. Nesse contexto, podem ser utilizados narizes eletrônicos. Assim, é possível ter uma alta taxa de sucesso na eliminação da halitose.

Saiba como evitar o surgimento do mau hálito

Para quem não sofre de mau hálito, o ideal é evitá-lo o máximo possível. Para tal, é necessário ter cuidados básicos com a boca, como a correta higienização bucal diária. Além disso, ter uma alimentação saudável também ajuda na qualidade recomendada da saúde dessa região.

No entanto, ainda que seja feita a higienização bucal da forma recomendada, nem sempre as placas bacterianas são corretamente eliminadas. Por isso, a visita frequente para fazer a limpeza no dentista não deve ser negligenciada, já que ele possui os aparelhos necessários para fazer a remoção de itens prejudiciais à saúde bucal.

Nesse sentido, tanto para tratar quanto para evitar o mau hálito, é essencial buscar um profissional altamente capacitado, para que a qualidade da cavidade interna da boca seja saudável.

Entenda como funciona o tratamento para o mau hálito

Como já foi anteriormente relatado, em geral, o portador da halitose não percebe que sofre desse problema. Portanto, algum familiar ou amigo precisa avisá-lo, para que ele possa buscar uma ajuda profissional — ainda que sinta um pouco de constrangimento ao falar sobre isso. Em outros casos, a presença de sintomas de doenças bucais já citadas, como cáries e doenças periodontais, também podem alertar o indivíduo a procurar um dentista e, com isso, tratar o problema.

Já na consulta odontológica, o profissional costuma promover uma análise do quadro do paciente, questionando os principais sintomas, hábitos diários e histórico de doenças. Além disso, é necessário realizar o exame clínico, cuja finalidade é verificar a existência de doenças na cavidade interna da boca e realizar uma análise objetiva da produção salivar — pois, assim, é possível descobrir os motivos causadores da halitose.

Em alguns raros casos também podem ser solicitados exames de sangue e endoscopia. Ao fechar o diagnóstico, o dentista se torna apto a iniciar o tratamento mais indicado para o paciente.

Deu para perceber como é importante escolher o profissional adequado e iniciar o cuidado ideal com a saúde bucal, certo? Dessa forma, você evita o mau hálito e outros problemas que podem se tornar graves, se não tratados.

Aproveitando que já está aqui no blog, conheça também as opções de tratamentos odontológicos para halitose. O que acha?

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