Biossegurança em consultório odontológico: o que precisamos saber?

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Nossa flora bucal é composta por uma variedade de microrganismos, os quais podem provocar doenças e infecções graves. Aliás, as bactérias — e demais agentes infecciosos — costumam espalhar-se em clínicas que deixam de adotar as práticas de segurança recomendadas. Estamos falando da biossegurança em consultório odontológico.

Medidas que protegem a saúde de pacientes e colaboradores precisam ser seguidas à risca. Logo, os consultórios devem cumprir o que determinam os órgãos sanitários e de fiscalização. Em um contexto de pandemia — como a do novo coronavírus —, então, torna-se urgente redobrar os cuidados.

Conversamos sobre o assunto com o doutor Frederico Coelho, cirurgião dentista no centro odontológico CROOL. Leia, a seguir, o que você precisa saber sobre biossegurança no campo odontológico!

O que é a biossegurança em consultório odontológico?

A biossegurança na odontologia é definida como o conjunto de regras e normas preestabelecidas e adaptadas ao consultório para garantir a segurança e a proteção da equipe e dos pacientes. “Essas ações são extremamente importantes porque diminuem ou eliminam os riscos de contaminação”, diz Frederico.

As principais fontes de contaminação em uma clínica são as bactérias presentes na boca dos pacientes, as gotículas expelidas durante os procedimentos, os instrumentos e os equipamentos odontológicos e as mãos dos profissionais, caso não sejam corretamente higienizadas.

Para evitar o surgimento de doenças dentro do consultório, o Conselho Regional de Odontologia (CRO) regulamenta e fiscaliza o exercício da profissão. Logo, colaboradores que descumprem as diretrizes do órgão estão sujeitos a responder processo ético-profissional.

Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realiza vistorias periódicas para examinar questões de higiene e segurança dos consultórios. O cuidado deve ser rigoroso, afinal, ambientes que não se enquadram nas regras previstas podem ser penalizados.

Quais as principais medidas de biossegurança nesses espaços?

Listamos, abaixo, as principais medidas de biossegurança em consultório odontológico. Veja quais são elas!

Uso de EPIs

Na odontologia, os equipamentos de proteção individual (EPIs) mais utilizados são as luvas, as máscaras, os jalecos, os óculos, os gorros, os aventais e os protetores de sapatos (property). É preciso fazer o uso e a troca apropriada desses itens, a fim de que eles protejam a saúde de pacientes e colaboradores.

Higienização das mãos

A lavagem adequada das mãos, bem como a higienização com álcool em gel 70%, é necessária para prevenir infecções. Vale ressaltar que os membros superiores são um dos principais canais de transmissão de doenças.

Eliminação de microrganismos

A assepsia entre um paciente e outro dentro do consultório é um dos principais métodos de eliminação de microrganismos, destaca o cirurgião dentista Frederico Coelho. Devemos mencionar ainda o uso de materiais descartáveis e a limpeza, a desinfecção e a esterilização de instrumentais e equipamentos. Tais procedimentos evitam a proliferação de agentes patogênicos no interior da clínica.

Antissepsia

A antissepsia é prática fundamental para combater a transmissão de doenças por bactérias presentes em um tecido vivo. É preciso orientar o paciente a fazer bochecho com o uso de clorexidina antes da consulta. Isso previne a contaminação por aerossóis, ou seja, partículas expelidas que ficam suspensas no ar.

Cuidados com a saúde

O profissional de odontologia deve tomar uma série de cuidados com a saúde. As vacinações, por exemplo, precisam estar em dia antes mesmo da contratação. Citamos a imunização contra hepatite B, caxumba, rubéola, febre amarela, difteria, tétano, sarampo, tuberculose e influenza.

“Medidas de higiene e afastamento em caso de suspeita de alguma doença que apresente risco de contaminação são necessários”, sublinha Frederico.

Quais são os riscos de não cumprir as medidas de biossegurança?

Uma série de procedimentos odontológicos — o ultrassom, por exemplo — produz aerossóis e gotículas causadores de doenças. Logo, deixar de obedecer às práticas de biossegurança em consultório odontológico implica riscos — muitos deles graves.

“O não cumprimento das medidas pode facilitar as transmissões ou as contaminações cruzadas”, alerta Frederico Coelho. Tais infecções são transmitidas entre pacientes e profissionais dentro da clínica. Elas podem ocorrer de pessoa para pessoa (por sangue, saliva, secreções, inalação, ingestão) ou devido ao contato com objetos contaminados (instrumental odontológico).

Daí a importância de seguir as normas vigentes, como a NR 32, a qual dispõe sobre a Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. Frederico destaca que os protocolos de biossegurança sempre foram observados com rigor em seu consultório, ainda mais agora em um contexto de pandemia do novo coronavírus. “Estamos deixando à disposição do paciente todos os cuidados, para que o próprio também faça sua parte”.

Como o CROOL vem se posicionando no contexto de pandemia?

Doutor Frederico Coelho afirma que a maioria das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) já era praticada pelo CROOL antes da pandemia. “Sempre utilizamos máscaras, fazemos assepsia das salas, esterilizamos os instrumentais. Toda essa preocupação com a contaminação o cirurgião dentista aprende desde a formação”.

A novidade, agora, é a disponibilização da consulta on-line para quem quiser tirar dúvidas ou fazer um primeiro diagnóstico. Para tanto, não é preciso sair de casa. Basta realizar chamada de vídeo com o dentista no dia e horário marcados.

Demais práticas foram adotadas para prevenir a contaminação pela Covid-19:

Acrescentamos também outras medidas, como o distanciamento das cadeiras da recepção para evitar o contato próximo, a menor quantidade de pacientes agendados por dia, a maior disponibilização de álcool em gel 70% em toda a clínica, a maior frequência de assepsia, além do tempo maior de assepsia entre as consultas, a troca de máscaras com maior frequência.

Frederico ressalta que o ambiente odontológico no qual atua sempre foi um local seguro, logo, “quem precisar iniciar ou dar sequência a algum tratamento odontológico, tiver dor ou desconforto pode seguir com tranquilidade”.

Agora sim você sabe qual é a importância da biossegurança em consultório odontológico. Os cuidados tomados pelos profissionais que trabalham nesses ambientes são imprescindíveis para proteger sua saúde, seja em um contexto de pandemia, seja em qualquer outro. Portanto, procure por uma clínica que dê atenção a essas medidas para realizar seu tratamento bucal e o de sua família.

Precisa agendar uma consulta? Entre em contato com o CROOL e fique em dia com sua saúde bucal agora mesmo!

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